TRRF em Estruturas de Armazenamento

17 de setembro, 2021

3 min. de leitura

TRRF em Estruturas de Armazenamento

Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF): o que é, quando se aplica e como comprovar

Um tema técnico que gera muitas dúvidas

O Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF) é um tema que costuma gerar dúvidas — e até divergências — entre empresas, consultorias técnicas e os Corpos de Bombeiros estaduais.

É comum que surjam questionamentos sobre quando a comprovação do TRRF é exigida, quais critérios devem ser adotados e qual metodologia utilizar para adequação de projetos e aprovação junto aos órgãos competentes.

Qual é a lógica por trás do TRRF?

De forma objetiva, o TRRF representa o tempo mínimo que uma edificação deve resistir ao fogo, mantendo sua estabilidade estrutural.

Esse tempo precisa ser suficiente para:

  • permitir a evacuação segura de todos os pavimentos;

  • garantir o acesso da brigada interna e do Corpo de Bombeiros aos pontos de combate ao incêndio;

  • evitar o colapso estrutural durante as ações de emergência.

Ou seja, o TRRF está diretamente relacionado à segurança das pessoas e à eficácia do combate ao incêndio.

Qual norma regulamenta o TRRF no Brasil?

No Brasil, o tema é regulamentado pela ABNT NBR 14432, que estabelece os critérios para determinação do tempo requerido de resistência ao fogo das estruturas.

Essa norma é a base técnica das Instruções Técnicas (ITs) dos Corpos de Bombeiros em todos os estados brasileiros. De modo geral, tanto a norma quanto as ITs adotam sempre o critério mais conservador, priorizando a situação de maior segurança.

Tempo mínimo exigido

De acordo com a ABNT NBR 14432 e as Instruções Técnicas estaduais, nenhuma edificação sujeita à comprovação pode ter TRRF inferior a 30 minutos.

A partir desse valor mínimo, o TRRF exigido é definido conforme as características da edificação e o risco envolvido.

Como o TRRF é determinado?

O tempo requerido de resistência ao fogo pode ser definido por dois métodos principais:

Método Tabular

É obtido por meio da consulta direta às tabelas presentes nas Instruções Técnicas estaduais e na ABNT NBR 14432.
Esse método relaciona o TRRF com parâmetros como uso da edificação, altura, área construída e ocupação.

Método do Tempo Equivalente

Nesse caso, o TRRF é calculado a partir da carga de incêndio da edificação, considerando a quantidade e o tipo de materiais combustíveis presentes no local.

Esse método permite uma análise mais específica da realidade da edificação, mas exige maior aprofundamento técnico.

Quando é necessário comprovar o TRRF?

Existem alguns caminhos para entender se a sua edificação precisa ou não comprovar o TRRF exigido pelo Corpo de Bombeiros:

  • Consultar a Instrução Técnica regional, geralmente a IT-08, que define os critérios de exigência;

  • Em edificações que já possuem AVCB, alterações ou ampliações podem levar o Corpo de Bombeiros a solicitar a comprovação do TRRF para determinados elementos do projeto;

  • Ou, de forma mais segura, buscar o apoio de uma consultoria técnica especializada para avaliar o enquadramento da edificação.

Avaliação técnica faz a diferença

A exigência de TRRF não é automática em todos os casos, mas quando aplicável, sua correta determinação e comprovação são fundamentais para a aprovação do projeto e, principalmente, para a segurança da edificação.

Caso tenha dúvidas sobre a exigência, o método aplicável ou a forma correta de comprovação, uma avaliação técnica especializada pode evitar retrabalhos, atrasos e riscos desnecessários.

Se precisar de apoio nesse tema, fale com a Montaggio.

Montaggio Engenharia Industrial

Excelência em projetos de armazenagem e eficiência logística, com foco em desempenho, segurança e resultados mensuráveis

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