Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF): o que é, quando se aplica e como comprovar
Um tema técnico que gera muitas dúvidas
O Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF) é um tema que costuma gerar dúvidas — e até divergências — entre empresas, consultorias técnicas e os Corpos de Bombeiros estaduais.
É comum que surjam questionamentos sobre quando a comprovação do TRRF é exigida, quais critérios devem ser adotados e qual metodologia utilizar para adequação de projetos e aprovação junto aos órgãos competentes.
Qual é a lógica por trás do TRRF?
De forma objetiva, o TRRF representa o tempo mínimo que uma edificação deve resistir ao fogo, mantendo sua estabilidade estrutural.
Esse tempo precisa ser suficiente para:
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permitir a evacuação segura de todos os pavimentos;
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garantir o acesso da brigada interna e do Corpo de Bombeiros aos pontos de combate ao incêndio;
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evitar o colapso estrutural durante as ações de emergência.
Ou seja, o TRRF está diretamente relacionado à segurança das pessoas e à eficácia do combate ao incêndio.
Qual norma regulamenta o TRRF no Brasil?
No Brasil, o tema é regulamentado pela ABNT NBR 14432, que estabelece os critérios para determinação do tempo requerido de resistência ao fogo das estruturas.
Essa norma é a base técnica das Instruções Técnicas (ITs) dos Corpos de Bombeiros em todos os estados brasileiros. De modo geral, tanto a norma quanto as ITs adotam sempre o critério mais conservador, priorizando a situação de maior segurança.
Tempo mínimo exigido
De acordo com a ABNT NBR 14432 e as Instruções Técnicas estaduais, nenhuma edificação sujeita à comprovação pode ter TRRF inferior a 30 minutos.
A partir desse valor mínimo, o TRRF exigido é definido conforme as características da edificação e o risco envolvido.
Como o TRRF é determinado?
O tempo requerido de resistência ao fogo pode ser definido por dois métodos principais:
Método Tabular
É obtido por meio da consulta direta às tabelas presentes nas Instruções Técnicas estaduais e na ABNT NBR 14432.
Esse método relaciona o TRRF com parâmetros como uso da edificação, altura, área construída e ocupação.
Método do Tempo Equivalente
Nesse caso, o TRRF é calculado a partir da carga de incêndio da edificação, considerando a quantidade e o tipo de materiais combustíveis presentes no local.
Esse método permite uma análise mais específica da realidade da edificação, mas exige maior aprofundamento técnico.
Quando é necessário comprovar o TRRF?
Existem alguns caminhos para entender se a sua edificação precisa ou não comprovar o TRRF exigido pelo Corpo de Bombeiros:
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Consultar a Instrução Técnica regional, geralmente a IT-08, que define os critérios de exigência;
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Em edificações que já possuem AVCB, alterações ou ampliações podem levar o Corpo de Bombeiros a solicitar a comprovação do TRRF para determinados elementos do projeto;
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Ou, de forma mais segura, buscar o apoio de uma consultoria técnica especializada para avaliar o enquadramento da edificação.
Avaliação técnica faz a diferença
A exigência de TRRF não é automática em todos os casos, mas quando aplicável, sua correta determinação e comprovação são fundamentais para a aprovação do projeto e, principalmente, para a segurança da edificação.
Caso tenha dúvidas sobre a exigência, o método aplicável ou a forma correta de comprovação, uma avaliação técnica especializada pode evitar retrabalhos, atrasos e riscos desnecessários.
Se precisar de apoio nesse tema, fale com a Montaggio.