Endereçamento logístico: como organizar a localização dos itens no armazém
Quanto mais simples, melhor!
A tendência de uma prática cair em desuso é sempre maior quando o esforço para entendê-la é grande. Por isso, no endereçamento logístico, a simplicidade é um fator decisivo para o sucesso da operação. Na prática, um sistema de endereçamento só funciona quando ele é facilmente compreendido por quem está no chão de fábrica, no armazém ou na expedição. Quanto mais complexo, maior a chance de erros, retrabalhos, perda de tempo e falhas na localização dos itens.
Além disso, um bom sistema de endereçamento precisa ser:
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fácil de entender
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fácil de aplicar
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intuitivo para quem opera
Dessa forma, a localização dos itens se torna mais rápida e confiável no dia a dia, contribuindo para uma operação mais organizada, produtiva e segura. A seguir, apresentamos um modelo prático e funcional de endereçamento, amplamente utilizado em operações logísticas de diferentes portes.
Identificação do armazém
Primeiramente, é necessário indicar em qual armazém o item está localizado. Em empresas que possuem mais de um armazém, essa identificação é fundamental para evitar erros de separação, transporte ou envio de materiais. Para isso, utilize uma nomenclatura simples e direta, como:
A, B, C, …
Assim, o armazém já fica claramente identificado, sem gerar dúvidas para a operação. Quanto mais simples for essa identificação, menor será a margem para erros no dia a dia.
Identificação do depósito ou área interna
Em seguida, dentro do armazém, pode haver mais de uma área ou depósito de armazenagem. Essas áreas podem estar separadas por tipo de produto, família, giro ou até por questões operacionais. Nesse caso, adote uma nomenclatura padronizada, por exemplo:
E1, E2, E3, …
Com isso, já é possível saber em qual área específica do armazém o item se encontra, facilitando a movimentação interna e a organização do estoque.
Identificação da rua
Depois disso, indicamos a rua de armazenagem, que corresponde ao corredor onde as estruturas porta-paletes estão instaladas.
Uma forma simples e bastante comum é utilizar combinação de letras:
RA, RB, RC, …
ou ainda RUA A, RUA B, RUA C, …
Dessa maneira, a leitura do endereço se torna mais clara e a comunicação na operação flui melhor, principalmente em atividades de separação, conferência e inventário.
Numeração dos módulos
Na sequência, cada rua possui módulos ou posições distribuídas ao longo de seu comprimento. Esses módulos precisam ser identificados de forma organizada para evitar confusão na localização.
Por isso, eles podem ser numerados de forma crescente, como:
01, 02, 03, 04, …
Atenção à lógica de numeração!
Além disso, é muito comum que os módulos sejam representados em trajeto zigue-zague, uma prática que facilita a orientação visual dentro do armazém.
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Lado esquerdo: números ímpares
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Lado direito: números pares
Por exemplo:
01 – 03 – 05 – 07
02 – 04 – 06 – 08
Assim, a identificação das posições se torna mais intuitiva e reduz o risco de erros durante a operação.
Identificação do nível
Posteriormente, indicamos o nível de armazenagem, que representa a altura em que o item está localizado na estrutura.
Normalmente, essa identificação é feita por meio de códigos simples, como:
L1, L2, L3, …
Dessa forma, fica claro em qual nível da estrutura o item está armazenado, o que é essencial para operações com empilhadeiras e equipamentos de elevação.
Identificação do apartamento ou posição
Por fim, indicamos o apartamento, ou seja, a posição exata onde a unidade de carga está localizada dentro daquele nível.
Por exemplo:
1, 2, 3, …
Isso significa que existem três ou mais posições distintas dentro daquele nível, permitindo uma localização ainda mais precisa do item.
Exemplo de endereço completo
Ao reunir todas as informações, temos um endereço completo como este:
A – E1 – RC – 04 – L3 – 2
Ou seja:
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Armazém: A
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Depósito: E1
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Rua: RC
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Módulo: 04
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Nível: L3
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Apartamento: 2
Portanto, cada parte do código contribui para localizar o item com precisão.
Onde está o item?
Com um sistema de endereçamento simples e bem definido, a resposta vem rápida. Consequentemente, a operação ganha em eficiência, controle e confiabilidade, reduzindo erros, retrabalhos e perdas de tempo no dia a dia do armazém.
